A concepção mais atual do veganismo não é a total e completo não-uso de produtos que se originem ou sejam de exploração ou sofrimento animal, mas sim evitar sempre que for possível. Pois nem sempre é fácil reconhecer um ingrediente como sendo de origem animal, já que mascara-se por detrás de siglas. Ou o que é pior: o produto é vital e por isso nao existe escolha. Como pedir de um cardiopata não faça uso de um remédio que o mantem vivo?
Por isso que sempre o bem intencionado pode sempre falhar em algo em seu dia-a-dia. Já que os consumidores podem usufruir da exploraçào ou sofrimento alheio sem saber.
E isso nos leva até o coltan, que vem a ser a alcunha africana para um minério donde se extrai niôbio e tântalo. E o elemento químico tântalo é usado na fabricação de capacitores que precisam ser pequenos e confiáveis, normalmente usados em aparelhos auditivos, marca-passos, airbags, GPS, sistemas de ignição e de travamento para automóveis, além de laptops, celulares, consoles de vídeo game, câmaras de vídeo e máquinas de fotos digitais.
O problema que o coltan ajudou a financiar a guerra civil no Congo no final dos anos 90 e início de 2000. Na qual teve participação de Ruanda, Burundi e Uganda. Além dos traficantes, comerciantes internacionais e multinacionais. Investigações levaram a identificação de dezenas de agentes do mundo civilizado no meio do contrabando e quebra de normas internacionais, que financiavam a carnificina de miseráveis por miseráveis.
Marca-passo… GPS… celular… É, causam mais sofrimento do que o imaginado…