Existe uma Revista dos Vegetarianos, e lá há uma coluna permanente do Dr. George Guimarães (nutricionista especializado em dietas vegetarianas e diretor de nutriVeg) e que na edição de Junho tratou sobre questões irrelevantes sobre o que a alimentação vegana.
Eis então o inteiro teor da coluna, portanto apenas tenho crédito por digitar, qualquer louvor deve ser repassado para os links acima.
“Dietas Vegetarianas e Perguntas sem Relevância
Apesar de o foco da investigação científica acerca das dietas vegetarianas já ter mudado de carências nutricionais para a prevenção de doenças há mais de 20 anos, o tema mais freqüente de debate com o público e até mesmo com os profissionais de saúde ainda é a adequação nutricional da dieta vegetariana.
Temos as respostas para quase todas as questões nutricionais que já foram levantadas. Mas a maioria dos ‘desafios’ intelectuais que são propostos no dia-a-dia de um vegetariano não passa de um ledo engano. A melhor resposta provavelmente seria simplesmente dizer ’sua afirmação está correta, e daí?’ Isso porque, na maioria dos casos, esses questionaments trazem afirmações verdadeiras sovre os alimentos, mas são seguidos por uma conclusão equivocada e sem relevância. Nos casos que apresentarei a seguir, a relevância inexiste.
A carne contém mais ferro do que os vegetais.
É fato. E daí? Não precisamos da melhor fonte, precisamos apenas daquela que nos seja suficiente. É verdade que, em sua maioris, os vegetais contêm menos ferro do que a carne, mas ainda assim eles suprem a nossa necessidade pelo mineral. Se os defensores de uma dieta onívera fossem levar à risca esse pensamento de que apenas o melhor serve, eles defenderiam o consumo do fígado de animais exclusivamente, haja vista que este contém mais ferro do que as outras carnes.
Mas o ferro heme (encontrado nas carnes) é mais bem absorvido do que o ferro não-heme (que compõe a totalidade do ferro encontrado nos vegetais).
Sim, ele é mais bem absorvido. Uma pessoa com anemia se recuperará mais rapidamente com ferro oriundo da carne do que com ferro oriundo dos vegetais, mas isso não significa que a vegetariana não se recuperará. O que muda é a velocidade da recuperação, que no casso do ferro encontrado no s vegetais (não-heme) pode ser aumentada associando outros fatores à ingestão dos alimentos ricos em ferro, como a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, por exemplo. No que diz respeito à manutenção do status de ferro, o ferro não-heme é suficiente para esse propósito, bastanto escolher as boas fontes do mineral (leguminosas, oleaginosas, frutas secas, vegetais verde-escuros, melado-de-cana) e excluir da dieta os alimentos que atrapalham a sua absorção, como é o caso dos laticínios, que al[em de atrapalharem ainda se apresentam como péssimas fontes do nutriente em questão.
Os vegetais não contêm todos os aminoácidos essencias.
É raro encontrar um vegetal que contenha todos os aminoácidos essenciais, mais isso não tem importância para a nutrição vegetariano. AInda que um único vegetal não contenha todos os aminoácidos essenciais, a combinação de uma variedade de vegetais garante o fornecimento de todos eles. Se fôssemos seguir esse raciocínio, chegaríamos à conclusão de que a melhor carne para ser consumida é a carne humana, já que essa é a que mais se aproxima das nossas necessidades, pois tem tudo o que o organismo humano precisa. Mais uma vez, não precisamos do melhor, mais apenas do necessário. Apenar de não apresentarem o mais completo perfil de aminoácidos quando comparados à carne, os vegetais fornecem, de maneira distribuída e equilibrada, todos os aminoácidos que o organismo humano necessita.”